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quarta-feira, 14 de março de 2012

Exílio

Idas e vindas em encontros e desencontros,
Ungi-vos pelo passado glorioso e lembranças eternas.
Diante ao espelho da hipocrisia,
Crível e intensa realidade distorcida,
Olhai-vos perante os olhos do homem;
Sangue derramado ante o preço do amor,
Exílio perpétuo do meu ser...

Ouça os sinos da liberdade,
Rompa as correntes,
Invoque a cruz do destino;

Conheça a gênesis do seu êxodo,
Inconstante ira justificada pelos seus atos.
Máscara silenciosa ante a iniquidade do ser;

Versos finais,
Momentos derradeiros de um destino conjugado em tom menor;
Chamas ardentes queimaram em meu coração,
Iluminando as sombras da contradição.
Torrente de lágrimas,
Faces do desespero.
Brindai ao amor uma última vez,
Nova aliança com a paz;
Fugaz remissão dos pecados,
Exílio perpétuo do meu ser...

sábado, 10 de março de 2012

Pérola Perla

Vermelhos rubis lapidados com o rubor de seus lábios,
Cintilaram na presença de meus olhos.
Pura esmeralda da esperança renovada
Perpassa por minha mente.
Diamantes se ofuscam diante de sua beleza fugaz.
Opaca opala regenera a vivacidade da jade.
Nem o tempo nem o quartzo são capaz de compreender
A imensidão da safira e a intensidade da ágata.
Meras regalias comparadas a rainha da noite,
Deslumbrante audácia da Pérola Perla
Autêntica fusão da paixão e perfeição.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Rascunhos de Amor e Ódio

O cansaço me abraça
Constante luta de opostos;

Intenso confronto entre razão e coração.
A convicção que trago em meu ser
Rapidamente se esvai ao te ver;

Ainda que em sonhos te ame
A realidade contorna o desejo...

Enlace cruel te conhecer
Estranho sentimento outrora esquecido.

Ódio e Amor...
Gêmeos separados no nascimento,
Perfeito equilíbrio do Zodíaco
Balança do universo
Linha tênue tecida pelo destino;

Amor e Ódio...
Faces da mesma moeda
Valores perfeitos em ecos sustenidos.

Cinzas de um amor consumado;
Rascunhos escritos com ódio
Dúbios caminhos que convergiram em uma única direção:
Seu nome.
Amaldiçoadas letras que louvo...

Ponto final
Sem volta ou redenção.
Amor e ódio...
Odeio deixar de te amar
Amo que me odeie.
Enfim assim
Simples,
Eterno por um momento.
Pretérito perfeito de um presente imperfeito
Orgulhoso final para um historia sem começo
Ódio e amor...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Anjos e Demônios

Anjos e demônios...
Todos nós temos nossos anjos e demônios,
Anjos por natureza
Demônios por instinto;
Seres que afloram em momentos casuais.

Vestígios..
Apenas indícios de tempos melhores;
Ainda que pelo paraíso caminhe
Não antes chegarei sem conhecer o inferno.
Caminho sem rumo em ruas de sangue
Sangue dos meus inimigos
Amigos que não me cultivam;
Escolhas erradas se mostraram as certas
Escolhas certas se tornaram imprudentes.
Sim, não há saída,
Abracei meu demônio para confrontar meus anjos caídos
Inversão de valores.
Os fins justificam os meios...

Em tempos de guerra a luta é a melhor saída
Escolha seu lado, se alie ou me enfrente
Afinal meus inimigos já estão declarados,
Não queira ser mais um a cair...

domingo, 2 de outubro de 2011

A Paz

Estranhos...
Assim nos transformamos
Vítimas do acaso e do destino,
Testemunhas de outra realidade.

Sufocados pelo tempo e espaço
Partimos em busca de redenção.
Em folhas manchadas pelo tempo
Reeditamos nossa vida,
Nosso amor.

20 versos brancos em contraste com nosso passado negro
Cólera amarga de nossos atos,
Amor insolúvel em gotas de sangue e lágrimas sinceras,
Brinde eloqüente ante sua presença.

Traços caricatos
Incógnitas nulas
Faces da desilusão.
Conhecemos o lado obscuro da alma
E apreciamos a noite mais densa;
Perdidos em falsas promessas
E agressivas declarações de amor
Apenas a mentira pôde nos unir.

Página final do diário
Último instante de vida,
Voltemos a repousar em cova rasa
Sete palmas da realidade
Lugar do mais almejado prêmio,
A paz...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Interlúdio

"Dê uma chance ao amor" dizia a canção
Dê uma chance a mim, diz o meu coração;
Sob o eclipse encontrei a luz
Sob o mar encontrei a paixão.

Distante da realidade
Procurei saber quem realmente era,
Ainda que a chuva caísse sem fim
E a noite dormisse em mim.

Relembro o dia da minha morte
Curioso dia de sorte:
Afoguei-me em meus próprios sentimentos;
Memórias timbradas em sangue
Floreio de lágrimas densas,
Sob o manto da dor repousei meu espírito.

Ao seu encontro caminhei lentamente
Destino selado por um beijo e um desejo de paz.
Vinagres e perfumes
Incenso mortal
Incerto desfecho concluído a tempo;
Felizes para sempre até a última página,
Epílogo de dor
Prólogo de amor
Épico por natureza.

Interlúdio...
Sustenido suspiro final
Entreguei minha vida em suas mãos vazias
Insensível adeus de um apaixonado;
"Te Amo"
Encerro meus sentimentos
Adeus amor...

Recomeço...
Doce Novembro;
“Dê uma chance ao amor” dizia a canção
Sim, dei uma chance a mim e ao meu coração
Até o fim iremos dessa vez
Sem mais nem menos.

Felizes para sempre além do ponto final
Reticente eixo sem fim,
Capítulo inicial do resto de nossas vidas;
Livro aberto
Índice renovado,
Comecemos a nova versão:
“Até a noite amor!”

sábado, 17 de setembro de 2011

Desfecho

Espero uma mensagem que nunca chegou
Uma mensagem do meu amor.
Ainda que o tempo seja relativo ao espaço
Sofro com a distância do seu abraço.

Caminhei no inferno procurando o paraíso
Caminho traiçoeiro em busca de um sorriso.
Incomodo desfecho
Realidade alterada em um beijo
O beijo da morte eu almejo.
Devastei minha alma em busca de calma
Em busca de sua bela e singela alma.
Não vejo mais razão para tanto sofrimento
Sozinho desmorono num momento;
Com você caiu aos poucos
Ainda que assim me chamem de louco.

Amar me causa mais dor que alegria
Sintoma que jamais imaginei sentir um dia.

Encerro aqui essas rimas
Meu amor por você é mais forte que um imã,
Sei que não consegue sentir o mesmo por mim
Mas nem tudo são flores num jardim
De jasmim
Tudo que restou a mim
Foi ser assim
Líder de um motim
Que trouxe você para perto do fim.

Rebelei seu coração
E te mostrei a sensação,
Se você leu isso ate o fim
Parabéns enfim
Conquistei teu amor todo para mim...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ode

Não sei por que escrevo,
Muito menos diferenciar os porquês dos por ques.
Escrevo para ser lido
Leio para ser inspirado
Ainda que ambos não deem resultado...
Há muito deixei o mundo
O mundo frágil e inteligível.

Vítima da pluralidade dos fatos
Primeira pessoa de singular mentira;
Reunião de egos
Conflito de máscaras
Overdose de sentidos.

Amei quem não me amou
Odiei quem me amava,
Desviei do destino
Fugi da obviedade
E me instaurei no imprevisível.
Jogada de mestre do censo comum
Comum fim a quem um dia foi idealizado...

Seguimento final
Apaixonante inquérito.
Encontrei em seu silêncio a morte
E em sua memória a vida.
Ilusão e esperança...
Suspiro de vida
Sussurro de morte
Ponto final da maior exclamação...
A dor da paixão.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Déjà vu

Questione os valores que lhe foram impostos
Alienação hierárquica sem fundamentos.

Perpétua sentença designada pelo tempo
Escala menor da peculiaridade do ser.

Abismo de mentiras
Ponte de verdades,
Melancólico conformismo ao qual somos instaurados pela sociedade.

Relendo o que escrevo vejo que não tenho esperanças de evolução
Revolução inversa de ideias.
Palavras vazias demonstram atônita inspiração
Clamor insano de orgulho.

Procuro novamente a inspiração
Escola clássica dos fundamentos,
Déjà vu.

Vapores etílicos me mostram o momento da verdade
Repaginada realidade outrora imaginada.
Abraço a morte em cumprimento a vida
Singela homenagem a ironia.
Soletro seu nome em copos de whiskey
Me banho em sua lembrança e
Ainda que não tenha inspirações,
Reflito em meu amor a proposta de dias melhores.

Sussurro final
Enigma desvendado;
Ainda que o tempo passe
Os ventos da paixão sempre soprarão aos ouvidos daqueles que tem a ouvir...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eternidade

Insana vontade que me aflige
Intenso sentimento que me atinge.
Deslocado pelos confusos sentidos do momento,
Procuro uma razão para continuar.

Minha maior conquista incide minha maior derrota.
Abalado pelos imprevistos que me foram impostos,
Nem sua presença dissolve a teia lançada ao meu redor.
Serena serenata em noite severa
Ecoa no vazio do meu ser.
Meu conhecimento sobre você acaba na fronteira da razão,
Razão dispersa em nova convicção.

Espero o momento que voltarei a te abraçar
E compartilharemos as vontades da paixão.
Desmentido pelos seus olhos
Meu único refúgio é a sua lembrança,
Lembrança essa de um tempo em que a realidade se fazia perpétua;
E ainda que em densa noite me encontrasse perdido
Sua presença iluminava meu caminho,
O caminho da felicidade
Esquina da perdição.

Mesmo que não consiga demonstrar meus sentimentos
Tento amenizá-los pensando na vida,
Na vida que reflete nosso destino.
Escrevo o que nunca li
Leio o que nunca pensei
Vejo o que nunca sonhei;
Mas apenas com você vivi o que nunca imaginei,
A eternidade.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ensaio

Lenta realidade que absorve a vida em temas concretos
Abstração sensível da técnica.
Em lamentos brindamos nossa gratidão pelo passado
Com lágrimas selamos nossa presença no futuro
Mas apenas com sangue comprovamos a vivência no presente;
Ainda que os fins justifiquem os meios,
Somente o fim revelará as respostas ocultas em seu julgamento...

quinta-feira, 24 de março de 2011

Atos

Traços nus marcam a face do artista.
Avassalador crime o amor,
Deixando eternas cicatrizes em suas vítimas indefesas.
Condenado aquele que nunca amou, nem foi amado.
O artista segue sua sina,
Como o rio lentamente segue seu leito de morte.
Leito pacato e compacto
De natureza inconstante.
Morte e vida
Dois gumes da mesmo lamina
Culminantes no destino do artista..

Contraste.
Fria vida,
Intensa morte.
Sublime vapor inalado pelas páginas em branco do artista.
Destinado traço do destino traçado pelas tremulas mãos do tempo
Tempo desfeito pelo vento,
Cruel abominação dos sentidos.

Obra finalizada.
Traços góticos reverenciam seu criador.
Escritor da alma
Redator do destino
Editor da vida.
O artista reverencia a morte,
Último ato da obra prima da vida...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sentado no cais do amor,
Espero olhando para o horizonte
O dia em que irei te encontrar novamente;
Então poderemos embarcar juntos,
E navegar no grande oceano da paixão...
Se pudesse definir a felicidade,
Essa palavra seria seu nome....

Sentimento

Mais puro do que a lágrima de arrependimento,
Do que um abraço de despedida,
É o meu amor por você.
Como é possível expressar em palavras,
Um sentimento tão complexo quanto o amor?
Mas hoje eu sei como.
E não é por uma simples carta
Ou mero poema.
A forma que encontrei é simbólica,
Mas imensa.
Toda a glorificação do amor se encontra no seu nome,
E eu o tatuei em meu coração.
Pois se todos dizem:
O que os olhos não vêem, o coração não sente”,
Isso não se aplica a mim.
E por mais cego que eu me torne,
Meu coração me guiará pela luz,
Ao teu lado.
Tudo nesse mundo tem fim,
Nada é eterno.
Tudo sucumbe ao imperdoável poder do tempo.
Mas se hoje eu tenho uma certeza,
É que amarei você para sempre,
Eternamente.
Por mais difícil que seja se expressar,
Hoje eu me sinto um pouco mais feliz,
Pois a partir de agora eu me entrego,
De corpo.
Alma
E em vida...

sábado, 19 de março de 2011

Percepções

Se dissesse que não estou bravo,
estaria mentindo
Se dissesse que não estou mentindo.
estaria mentindo.
Qual o preço da verdade?
Estipulada por quem?
Quem encontra a verdade por trás da mentira?
Quem revela a mentira inserida na verdade?
Até hoje não descobri,
o certo é que descobri alguém.
E quem é esse alguém?
A mulher da minha vida,
A progenitora de minha prole,
A amiga dos dias alegres,
a companheira dos dias dias tristes,
a guerreira das noites longas,
Ou simplesmente você,
a garota do olhar singelo,
da expressão enigmática,
dos cabelos esvoaçantes,
dos lábios vermelhos,
das mãos pequenas e tremulas,
do sorriso contagiante?
Não sei definir até que ponto esta
Foi,
É, e
Será
Você;
Visões encobertas,
esvoaçantes lembranças
suaves percepções
Há momentos em que não te entendo,
você é a única que consegue me irritar e me fazer feliz ao mesmo tempo.
Como pode existir tal dualidade?
Meu coração se encontra intoxicado por uma substância
Outrora desconhecida.
Ela tem forma e cor
tem vontade e lucidez.
Seria o amor?
Não, o amor se perdeu em versos passados.
O que sinto agora já não tem nome,
não tem definição,
Apenas eu e somente eu sei o que é.
Diga você que nunca viu o sol nascer,
a cor da lua.
Diga você que nunca entendeu as suas atitudes,
porque não posso entendê-la?
A escuridão novamente recai sobre os homens;
Atrás da apraz porta do destino,
se encontra o final de nossas palavras,
quem está disposto a atravessar tal fronteira?
Apenas digo,
é bom que tenha alguém que lhe espere,
afinal atrás da porta que se abre
se encontra o dia que nunca chegou,
e de lá você não quererá escapar...