Mostrando postagens com marcador Jerfferson Araújo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jerfferson Araújo. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de setembro de 2012

Utopia


Sina minha,
vem a ser a utopia,
desdenho verdades,
me impondo mentiras,
perdi o senso da realidade,
vivo em meio a fantasias...

Fantasias das quais me apego,
A mentira abraço, a verdade eu renego,
Empatia coletiva de um eu singular,
A noção do plural humano vejo se acabar...

A venda que tenho sobre os olhos,
Não bloqueia-me a visão,
Mas dá-me vista de um mundo de ilusão.
Meus horizontes são perfeitos, são tolos...

Tolos a ponto de me iludir,
Fazer uma nova realidade surgir,
Perdido em pensamentos fora do normal,
Pensamentos que desafiam a lógica do mundo real...

Mas não entendo, que lógica seguir?
A que me mostra o real,
A que me torna feliz por me iludir?
Confesso, temo o mundo factual....

Dúvidas ou indagações?
Almas, espíritos e certezas,
Cérebros, mentes ou corações?
Nas questões residem a beleza...

Incerto das certezas a mim impostas,
me embaraço à realidade que desagrada,
É a ilusão quem te apunhala pelas costas,
E o mundo real: só um jogo de tudo ou nada...

Desde as crianças que dormem,
Até a mais velha lembrança,
Um único sonho os consomem,
E os levam pelo vale da esperança...

A esperança que tinha de ser  feliz,
de ser amado(a);
me fora destruído, quando ainda jovem era,
e quando inocente era,
mas quando cresci, pensava eu que o mundo
que eu via e vivia antes,
ainda seria da mesma forma...

Mais me iludi por muitas vezes,
em amar alguém,
e simplesmente eu era apenas uma peça,
desse doce jogo amargo da vida...

Eu queria muito voltar a ser criança,
e reviver minha utopia...
Ter minha inocência de volta,
e acreditar que tudo pode ser melhor...

Em uma grande utopia,
Uma nova realidade surgia,
Em uma nova visão,
Me mostra um mundo de ilusão.


Autores:
Perla, Jefferson, Israel, Evandro, Wisley, Grazieli, Marcos

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Þórr

Þórr

Concebido pelo trovão
A força vem do céu
Ergue o seu martelo
Seus guerreiros pelejarão

Impacto que estremece o gladiador
Quanta força Thor nos dá
Forjado no gelo e no fogo
Segurando Mjolnir, Thor vem batalhar

Desde o ponto mais alto do Asgard
O canto dos que já se foram
Corta o céu a luz, o estandarte
Os gritos das almas vivas ecoam

Num brado uníssono as correntes arrebentam
O sangue do inimigo juram derramar
O deus do trovão não é lenda
Com golpes certeiros a terra embebedará

Ao outro mundo estão dispostos
Morrer como um guerreiro
Serão sim reconhecidos
O galardão por inteiro

terça-feira, 14 de agosto de 2012

BACCHANALES HOMINIBVS - PARS PRIMA (Bacanais para os homens - Primeira Parte)

O homem sem suas faculdades espirituais, sem suas faculdades mentais, sem sua capacidade de reconhecimento da lucidez em que se encontra em relação ao universo e o meio ao qual habita se torna fraco e vulnerável às forças obscuras que pretendem a sua ruína... Mas o homem ignora tamanha parvidade. O homem apesar de receber as ferramentas e de ter as oportunidades certas para a sua evolução, o contato apurado com o seu eu espiritual, ainda assim é guiado, conduzido por instintos pertencentes aos animais, e dentre estes instintos o da sexualidade é o que fala mais alto. Sabendo disso, o elegante homem de traços finos e poder inigualável materializa das sombras uma espada que flutua à sua frente, e esta espada contém um nome de perdição e o nome é: "HADES INVICTVS". Raios, trovões, tempestades de sangue e toda sorte de substâncias imoladoras ao espírito despencavam do céu vermelho pulsante. A espada flutuava sobre a mão daquele que agora chamaremos de Hades Invictus, e este sorria ao ver que possuía a dimensão inferior em suas mãos. Sua gargalhada estremecia todo o local... Os pilares que sustentavam a terra superior pareciam querer tombar. Então este Hades Invictus decide visitar o mundo superior e como numa esperança de escape para as almas putrefatas de tanto sofrimento, abre-se no céu vermelho um buraco luminoso com uma luz de tamanha força que os espíritos comuns que a recebiam eram desintegrados, e por este buraco subiu como um raio Hades Invictus. Onde ele chegar, lá se fará a destruição e o horror, onde ele chegar, lá se fará a regressão do homem aos seus instintos mais primitivos...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

VITA POST MORTEM (A vida após a morte)

Os olhos de cor cálida parecem reluzir cintilantes, um brilho tal qual nunca fora visto em pedra preciosa alguma! Estes mesmos olhos contemplam o torpor, o tormento, a dor e o detrimento de espíritos confusos que choram, clamam, rangem os dentes e suplicam por uma salvação. Os olhos das sombras os observam e como que numa voz de trovão, ecoa pelo vácuo tortuoso a frase: "Haec vostra vita post mortem est! Dolor, timor torporque. Viam salvationis non habet!" (Esta é a vossa vida após a morte! Dor, temor e torpor. Não há via de salvação!)

A escuridão não estava fazendo nada além do seu dever. Estes homens não foram bons em suas vidas, e por isso no "post mortem" estão sofrendo tanto, expiando seus erros. O inferno, tártaro, sheol ou qualquer denominação que receba, não é como rezam os mitos. Esta dimensão densa e obscura é muito pior! Não há fogo, mas há dores excruciantes, e um vácuo atemporal onde nem o mais alto urro pode ser ouvido... Ainda que pudesse ser ouvido... Quem ajudaria?!

Eis então que no meio do lamaçal, dos pobres espíritos deitados em paralisia por causa das dores, permaneciam de pé apenas os carnífices, e inclusive estes se ajoelharam perante à súbita presença de uma força que parecia os comprimir contra o chão. Esta presença era familiar, se tratava do que possuía o título de "Imperator Abyssorum" (Imperador dos Abismos). Todos sabiam o seu nome, mas não ousavam pronunciá-lo, pois uma dor tremenda acometia quem o fizesse... Muitos tentaram. Este mestre obscuro de porte leve flutuava por sobre a lama e a terra infértil, sobre os aparentes cadáveres que eram apenas espíritos sem a consciência de que já estavam mortos. Os olhos são familiares... Sim! São os olhos cálidos os quais contemplavam o horror daquela dimensão.

SVPPLICIVM HOMINIS (O Suplício do Homem)

Lá estava o grande salão. Entra pomposo e lustroso o grande conde, cuja leveza de passos imprime a sensação de que flutua sobre o chão de mármore romano. Sua capa escarlate, de tão viva cor que o sangue se tornava opaco diante dela. Relâmpagos, trovões, raios e uma chuva torrencial tal qual a dos tempos do dilúvio. O conde então diz num latim carregado de sotaque romeno: "Deliciae cruoris!" (Ah, as delícias do sangue!).

Eis que sua grave e potente voz ecoa pelo grande salão, parecendo murmurarem de medo até as densas colunas de pedra. Os castiçais de ouro com suas velas acesas, como que num sinistro ritual onde diversas forças seriam evocadas remontavam à um período antigo da história ao qual o homem parecia fazer questão de tentar esquecer... Em vão... Do abismo do falso esquecimento surgem as verdades inalteráveis, as verdades que sobreviveram às imposições dos poderosos. Antigas fórmulas em latim, sumério, acádio e aramaico são recitadas e parecem evocar ao local uma assombrosa egrégora de destruição e horror. A egrégora então toma forma, a forma de um homem elegante que, apesar de sua pele clara, traços finos e cabelos compridos de coloração preta, expressa uma absurda força desproporcional à sua aparência física. Estar em sua presença é uma das dádivas do abismo. O conde toma um gole da seiva da vida, escarlate, sangue, e em seguida chama ao homem de traços finos pelo nome de "Imperator Abyssorum" (Imperador dos Abismos) e lhe pede que seja concedida vida eterna. Um leve sorriso se forma de maneira obscura no rosto pálido do elegante homem de traços finos, e em seguida ele apenas levanta as mãos em direção do conde, e todas as sombras do local correm em direção ao mesmo, e o conde se torna negro como a noite.

Um trovão pode ser ouvido, e o conde se encontra gritando, grunhindo e esperneando como um claro sinal de que até o mais obscuro dos homens sucumbe ao poder imolador da escuridão vera. O homem de traços finos e de elegância magna diz: "A diabolo optas. Mihi dat vitam tuam tibique dabo animum aeternum." (Optas pela escuridão. Dá à mim a tua vida, e à ti darei ânimo eterno!). Ah, a ilusão da escolha! Mesmo que o conde obscuro quisesse recusar já não poderia, já tinha seu coração parado de bater e invadido pela escuridão. Agora as sombras e ele entravam em uma comunhão exímia, impossível aos olhos mortais.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

CABALARIVS DEORVM (O cavaleiro dos deuses)

CABALARIVS DEORVM

O cavaleiro se prepara pacientemente,
Veste com vigor sua armadura,
Ergue sua espada veementemente,
Suas chagas já deram lugar à cura.

O cavaleiro não sabe o que é o temor,
Defende a pátria em nome dos deuses,
Honra sua família, sempre com amor,
Mesmo quando a saudade de meses,
Arde em seu peito merecedor.

O cavaleiro usa a força,
Transpassa a carne do inimigo,
Que por mais que se contorça,
Por sobre o chão termina caído.

O cavaleiro vitorioso regressa,
Orgulhoso em nome dos deuses divinos,
Ostenta sem pudor seus espólios de guerra,
No rosto de um homem a alegria de um menino.

TRIVMPHVS NATURÆ (O triunfo da natureza)

TRIVMPHVS NATVRÆ

Fecham-se os olhos, a atenção volta-se para a mente. Aos poucos uma luz se forma no espaço vazio, o vácuo atemporal que outrora fora balofo, repleto de questiúnculas, dilemas e dramas.
Vou convertendo-me num corpo mental, um corpo que tudo habita e que é habitado por tudo. Com este corpo navego, voo, penetro e atravesso...

Eis que se supetão, me vejo fronte à um casarão, recinto carcomido por Saturno, o infalível. Paredes amarronzadas mostram sua imponência. A construção hominídea é solapada pela força da natureza, que se apresenta imponente, vagarosa e pacientemente. Brotam galhos, folhas, frutos, e na sua vitória silenciosa e aquietada a natureza invade o território inimigo.

A casa vazia aos poucos é tomada, por aquilo que um dia o lugar habitada. A força permeável, por entre as brechas das pedras fortes, brota a sensibilidade que age junto à morte, e que de uma insistência incansável, continua a reclamar seu posto de imperatriz.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Bardo

Ao cair da noite, já pode-se ver
O alaúde dedilhado ser
Pelas mãos do grande poeta
Quem o povo não crê

O bardo canta as coisas bonitas
O feio, por sua arte, bonito fica
Como uma rajada consciencial
Invade o vácuo da inércia
Tirando o homem da grande miséria intelectual

Apelo do druida

Oh, mãe natureza
De quão grande beleza
Para as coisas da vida nos faz despertar

De vez em vez usa de sua grande força
Para que de uma vez em outra
O homem possa começar a notar

Que a Terra é sua casa
E que ela um dia poderá se acabar...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O desejo incontrolável de procrastinar

Procrastinar é uma palavra de origem latina, que em sua forma original era 'procrastinare': pro- (adiante, em favor de), -cras (amanhã, depois). Literalmente, significava e significa até hoje aquela velha expressão dos seres humanos: "daqui a pouco eu faço", "deixa pra mais tarde", "depois eu faço", "já,já eu vou!", et coetera.

Este texto tem o único intuito de mostrar que, o ser humano não reconhece sua própria capacidade. Ele sabe que pode fazer, ele até tem vontade de fazer, mas o 'procrastinar' está entranhado de maneira tão forte na sociedade que ele acaba negando seu próprio desejo, ainda que embutido, apenas pelo 'procrastinar'. Deixemos de deixar as coisas para depois, o que quer que possamos fazer, façamos agora! Não deixe para depois, porque o depois é fruto do que fazemos agora, e se você não faz nada no agora, o depois vai ser fruto disso.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Todo artista precisa aperfeiçoar-se

E seguiram-se os dias. Lucius repetiu o que fez à Lucretia mais duas vezes, com os próximos nomes da lista, porém um ainda vivia, sim, o último da lista: Marcus
Marcus era um jovem que vivia dentro da casa da família de Lucius, considerava-se amigo íntimo da família, porém sempre viu algo estranho na personalidade mórbida de Lucius. Lucius, achava que Marcus representava uma ameaça constante, por sempre levantar comentários e questionamentos sobre as ações de Lucius. Sim, isto deveria parar.
Lucius pensa consigo:
-Vou me livrar de Marcus tão certo quanto como me livrei de Lucretia, Petrus e Drusilus, porém algo me incomoda desta vez. Não me sinto satisfeito em apenas cravar uma faca no peito deles, queimá-los e dispersar as cinzas. Preciso aperfeiçoar-me, encontrar novas maneiras de me satisfazer.
Durante um tempo, ele apenas estudou novas maneiras de como aperfeiçoar-se e percebeu que a única maneira de conseguir isso seria na prática, no calor do momento sempre surgem as melhores idéias. Não via a hora de matar novamente, porém achou melhor agir com mais cautela e decidiu sanar sua sede por sangue com a arte primitiva da caça de animais.
Todo aperfeiçoamento exige tempo, então ele se viu obrigado à sair de casa e começar à trabalhar, morando sozinho ele poderia ter o tempo que quisesse para pensar e fazer aquilo que bem entendesse como certo. E se seguiram 2 anos sem nenhuma morte pela sua faca, conseguiu se estabilizar financeiramente, morando numa casa de porte médio e com um carro na garagem, não tão bonito, mas com um porta-malas grande o suficiente para caber suas ferramentas e um corpo, pensado para evitar transtornos como os das outras vezes, sempre um pedaço do saco ficava de fora, agora não mais.
Sentiu-se mais uma vez preparado, já sabia onde Marcus estava morando e agora ele deveria apenas partir para o ataque. E foi isso que ele fez. Cuidadosamente limpou sua faca até que pudesse ver o reflexo de seu rosto nela, preparou as outras ferramentas e colocou tudo no carro. Já eram 00:00 e ele estava dirigindo para a casa de Marcus, que ainda morava com os pais.
-Vadio… – Pensou consigo.
Estava na porta da casa de Marcus, esperou por um tempo e verificou se na casa ainda haviam movimentos, quando achou que estava seguro prosseguiu. Com um clipe abriu a porta cuidadosamente, como já havia estado na casa antes sabia exatamente para onde deveria ir. Se deparou com uma escada e nela subiu cautelosamente, passo à passo e se deparou com um corredor, escuro iluminado pela luz da lua que entrava na casa através de uma janela no fundo do corredor. Os quartos dos pais ficam em baixo, no andar de cima ficam o quarto de hóspedes, o banheiro, o quarto de ferramentas e o quarto de Marcus.
Cuidadosamente utiliza o clipe para abrir a porta, “clic”… então ele entra no quarto e vê Marcus deitado em sua cama, nem desconfia o que o espera. Tira sua seringa com sedativo e aplica-a no jovem Marcus que abre ligeiramente os olhos querendo saber o que se passa, mas logo dorme denovo.
Lucius, coloca Marcus em um saco com pequenos buracos que permitem a respiração e o leva para fora da casa sem fazer barulhos, atravessa a rua e o coloca na mala do carro e a fecha. Volta à casa e fecha todas as portas e apaga indícios de que esteve alí, fazendo parecer com que o jovem Marcus tivesse apenas saído de casa.
De volta ao carro, dirige até o destino: um galpão vazio há décadas que ninguém mais frequenta. Lá, tira Marcus da mala do carro e o leva para uma sala especial, onde há uma bela “recepção”, como das outras vezes, mas com algumas diferenças. A sala está coberta pelos plásticos que vedam qualquer chance de respingos de sangue ou de qualquer outra coisa que possa o incriminar. Luvas, roupas de ‘açougueiro’ e máscara, estava devidamente trajado como um carrasco, mas cuidadoso.
Espera até que Marcus acorde, sim, acordou… Marcus abre lentamente os olhos e se sente perturbado com a luz que o ofusca o local, lentamente recobra os sentidos e percebe que está amarrado à uma mesa, algo está errado, Marcus vê Lucius sentado em uma cadeira com uma máscara de soldador e diz:
-Lucius? O que faz aqui? Porque estou amarrado à essa mesa? O que é tudo isto?!
-Se trata do local onde o seu destino será selado, de uma vez por todas…
-Como assim ‘selado’? O que você vai fazer?
-Eu vou por um fim em meus problemas…pondo um fim em você…
-O quê?! SOCORRO! Eu sempre soube que você não era normal!! Você é um maníaco, seu psicopata! Me tire daqui!!
-Eu não vou tirar você daí, mas deixo que você grite, afinal ninguém irá ouvir…
-Seu imbecil, a polícia vai te pegar quando a minha família sentir falta de mim!!
-Se não sentiram falta dos outros três, não vão sentir falta de você também…
-Você matou a Lucretia e o…
-Sim, eu os matei…e você vai ser o próximo! Por que não deixamos de conversa e vamos ao trabalho?
Lucius levanta de sua cadeira, põe o algodão na boca de Marcus que tenta se soltar inútilmente e pega uma faca, se posiciona em frente à mesa de modo que fique em pé do lado onde está a cabeça de Marcus, lá, ele faz pequenos cortes em seu pescoço, para indicar ‘hesitação’, típico dos suicídas…e finalmente, corta o pescoço de Marcus, que agora apenas agoniza…
A mesa não era uma mesa comum, era uma mesa que oferecia a brilhante opção de erguer a parte onde estavam presas as pernas de Marcus, de modo com que a mesa ficasse quase horizontal com Marcus nela, revelando debaixo da mesa uma bacia preparada para receber o sangue de Marcus. Naquela hora só restava esperar, o próprio coração de Marcus faria o trabalho de tirar todo o sangue do corpo dele. Tempos depois, Lucius deitanovamente a mesa, de forma que ela volta à sua posição normal e com seu bisturi, escreve a sigla “C.E.” na testa do já morto Marcus. Está consumado.
-…me sinto tão…reconfortado…tão…poderoso…tão…VIVO!
Lucius sente que é hora de focar no que está fazendo e volta à Marcus. Pega Marcus que está em pedaços e o coloca separadamente em sacolas plásticas pretas, e põe uma por uma na mala de seu carro. Volta à cena da ‘arte’ e recolhe todos os plásticos, os amassa e coloca-os dentro de sacolas plásticas pretas e às leva para o carro.
Lucius pega seu carro e sái dalí, no caminho pensa:
-Porque eu sou desse jeito? Porque não sinto que isto é errado, como os outros sentiriam? Remorso…dor…definitivamente estas palavras não constam em meu dicionário…espero que este passageiro sombrio um dia me dê uma boa explicação do ou dos motivos que possam me levar à agir assim…sem sentir…ôco…
Continua…
Por: Valerius, Stella Nebulosa

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Relacionamentos são complicados…-Parte2-

- Já é noite. Acho que é a hora perfeita para começar à riscar os nomes da “Pars Prima”. – Pensa consigo no silencio noturno.
Lucius pega seu material, vai com o seu carro até a porta da casa de Lucretia e pensa consigo:
- Lucretia gosta de festas. Não está em casa, possivelmente em uma festa, ela não perderia por nada um sábado à noite.
Por algumas horas Lucius espera, até que ele ouve um barulho de carro se aproximando, é Lucretia!
Lucius pensa:
- Sim, a hora perfeita.
Lucius espera Lucretia estacionar seu carro na porta da casa, sái de seu carro camuflando-se impercebívelmente na escuridão da noite, se abaixa atrás de um arbusto e espera Lucretia sair de seu carro. Lucretia sái de seu carro um tanto quanto bêbada, ela não representa perigo ou resistência perigosa. Lucretia fecha a porta do carro e é surpreendida por Lucius, que com um pano de clorofórmio umedecido precionou sobre o nariz de Lucretia, que automáticamente desmaiou sentindo suas forças esvairem.
Lucius a leva para um vagão abandonado num Ferro Velho, lá estava preparada uma “sala de recepção” muito bem decorada, com plásticos cobrindo o chão, paredes e teto para que nenhum resquício do que aconteceria alí fosse descoberto.
Pacientemente, Lucius esperou até que Lucretia despertasse de seu sono induzido para conversar com ela.
- Ah, finalmente. Já estava cansando de esperar. – Falou em tom irônico.
Lucretia, ainda que sem entender, perguntou à Lucius o que ela estava fazendo amarrada por fitas plásticas em uma mesa dentro de um vagão de trem abandonado.
Lucius respondeu:
- Há muito você me é incoveniente. Sempre me envergonhando na frente de pessoas, dentre outras coisas. Vou pôr um ponto final nisso.
- O quê? Solte-me! Tire-me daqui! Socorro!
- Não adianta. Você acha mesmo que eu mataria você num lugar movimentado?
- Você vai me matar?! Você não pode fazer isso!
- Quer apostar? Você é quem está amarrada em uma mesa, não eu. Você é fraca, eu sou forte; a lógica é infalível.
- Que papo é esse? Você vai…(graarr)
Lucius interrompe a fala de Lucretia colocando uma bola de algodão em sua boca, impossibilitando-a de falar, ela podia apenas grunhir.
Em seguida, pegou sua faca mais cortante e cravou-a no coração de Lucretia, que agora já não grunhia mais. Em seguida, com um bisturi, cortou a testa de Lucretia desenhando um sinal que continha duas letras, eram essas letras: “C.E.”.
Em seguida, com uma seringa, tirou um pouco se sangue da moça e injetou esse sangue num pequeno frasco transparente de vidro. Pegou um saco plástico com ziper e colocou o corpo de Lucretia nele. Colocou na mala de seu carro e foi até um lugar distante da cidade ou de qualquer forma de civilização. Lá, preparou um “altar” de madeira e galhos, depois colocou o saco plástico em cima do “altar” e tocou fogo. Consigo, Lucius pensou:
- Está consumado.
Depois, limpou todas as cinzas em pequenas sacolas plásticas e as despejou numa floresta perto dalí, de modo que ficasse impossivel de saber o que havia acontecido alí.
Lucius entra em seu carro e dirige tranquilo para casa, entra cautelosamente para evitar que sua mãe acorde com barulhos. Finalmente, consegue entrar em seu quarto, sente um alívio e pensa:
- As pessoas julgariam o que eu acabei de fazer como “errado”. Me rotulariam como doente, louco, sem sentimentos. Por que não consigo sentir nada por outras pessoas à não ser vontade de vê-las mortas? Sou um monstro.

Continua…
Por: Valerius, Stella Nebulosa

sábado, 13 de novembro de 2010

Relacionamentos são complicados...

Era Lucius, um jovem (aparentemente) normal.
Ia à escola, festas, reuniões e tudo o que um jovem dito "comum" possa se interessar.
Porém, carregava consigo um passageiro sombrio, o qual ninguém sabia nada.
Lucius acorda, toma seu banho, veste suas roupas, e, suas máscaras.
Máscaras de amigo, estudante, feliz, pessoa normal, com sentimentos...

Desce as escadas e encontra sua mãe, ela o beija no rosto, um leve sorriso se mostra no rosto de Lucius, sorriso falso, não-expontãneo. Sua mãe diz:

- Eu quero a sua felicidade, meu filho.

E Lucius, consigo mesmo pensa:
- Você quer algo que eu não posso dar.

E vai Lucius para a escola, lá encontra pessoas de todos os tipos, fúteis, para ser mais exato. Lucius não se sente bem naquele meio, sente uma vontade incontrolável de saciar sua sede que nunca foi saciada. Ele tem vontade de matar, não o faz por inteligência, sabe que se matar sem usar técnicas apropriadas será pego. E não, não é isso o que ele quer.
Algum tempo depois, Lucius, como bom autodidata que é, aprende sobre Programação Neurolinguística, Psicologia, Artes Marciais, Medicina Cirúrgica e Padrões psicológicos.
Incrível a sua capacidade de aprender! Tanto que suas notas na escola eram sempre altas! Inteligência muito acima do normal, disfarçada dentre inúmeras máscaras.
Incrívelmente, sente que está pronto para saciar sua sede de morte, que nunca antes foi saciada em momento algum de sua vida. Sim, a hora é chegada!
 Num dia nublado, frio e cortante, pega um caderninho, uma caneta vermelha e vai até um lugar de sua cidade que é conhecido como "Campus Silentii". Lá senta-se num banco, e começa à escrever:
  1. Lucretia, há muito me vem sendo incoveniente. Merece morte.
  2. Petrus, há muito me insulta. Merece morte. 
  3. Drusilus, há muito me incomoda, inclusive já me batera outrora. Merece morte.
  4. Marcus, ameaça minha impunidade. Seu convivio dentro de minha família deve acabar.
E assim terminou a lista a qual chamou de "Pars prima". Em seguida decidiu ir às compras. Comprou equipamentos cirúrgicos, sacos plásticos, lonas plásticas e fitas de cinto de segurança (geralmente usadas em carros).

Tratou de esconder bem o seu material, comprou tudo pela internet, também tinha conhecimentos em informática. Fez as compras com IP's diferentes para evitar que o achassem e escolheu um local de entrega onde ninguém suspeitaria. Tudo pronto.
- É hora de ir à caça! - disse Lucius.
Vestiu uma camisa de mangas compridas (apertadas até), calças confortáveis o suficiente para permitir movimentos rápidos e fortes, apropriados para luta, luvas de látex e sapatos com suas solas lixadas para não deixar pegadas.
- Estou pronto! - disse à si mesmo.

Continua...

Por: Valerius, Stella Nebulosa

Ego

Sentimentos: definitivamente essa palavra não consta em meu dicionário.
Não sinto alegria
Não sinto dor
Não sinto remorso
Não sinto pena
Não sinto compaixão
Não sinto amor
Não sinto...
Vazio, oco, como queira chamar...

Estou onde você menos espera
Sou seu melhor amigo
Sinto alegria
Sinto dor
Sinto remorso
Sinto pena
Sinto compaixão
Sinto Amor
Sinto...
Cheio, preenchido, como queira chamar...
Ao menos é isso que todos pensam ao me ver.

Por: Valerius, Stella Nebulosa

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Exsistere

Sombras que rodeiam
Escuridão que me persegue
Ao minimo dos passos
Aquele que me antecede

Dentro da vida, procura-se um sentido
Seres humanos, sempre aguerridos
Não pediram para nascer
Hoje pedem para morrer

Das rimas destes versos
Sái o acorde sombrio
Que ecoa nos universos
Que se espalha como um vício

Labirinto pitoresco
Que dizem ser pintado por Deus
Ao passo do destino
Nos acompanha desde meninos
Até mesmo para os ateus

Por: Valerius, Stella Nebulosa

Mente

Da mente que mente
Para si e para os outros

Da mente que mente
Para os outros e para si

Da mente que mente
Só não engana a agente

Da mente que mente
Engana não só a gente

Da mente que mente
Quer aquilo que é rente, quente

Por: Valerius, Stella Nebulosa

D'alma Escarlate

Minh'alma escarlate corre por minhas veias
Escapa ao corte, se prende na teia

Sangue que corre, sangue que escapa
Sangue que flui, sangue que acaba

Sangue que escorre, sangue das veias
Sangue que dos vampiros vira a ceia

Minh'alma escarlate é o limite
Entre a organização e o caos

Por: Valerius, Stella Nebulosa

Elementum

O frio que sopra
O frio que congela
O frio do metal
O frio que não se impieda

O fogo que queima
O fogo que aquece
O fogo do metal
O fogo que não se impieda

O vento que sopra
O vento que derruba
O vendo do metal
O vendo que não se impieda

A água que move
A água que aquece e congela
A água do metal
A água que não se impieda

A terra que você pisa
A terra que suja a água
A terra que apaga o fogo
A terra que o vento carrega...


Por: Valerius, Stella Nebulosa

Amor et Dolor

Amor exsistet?
Dolor exsistet
Amor exsistet
Dolor exsistet?

Amor exsistet
Dolor exsistet
Amor dolorem est
Amor exsistet...

-

Amor existe?
Dor existe
Amor existe
Dor existe?

Amor existe
Dor existe
Amor é dor
Amor existe...

Texto de abertura por: Valerius, Stella Nebulosa